terça-feira, 11 de março de 2014

Resgatando do fundo do baú (no caso do HD externo) uma coisa que escrevi faz um tempo e não lembro direito quando. Uma justa homenagem aos sonhadores e, em especial, uma pessoa sonhadora que tem me cativado e me fez publicar este texto. 



Sonhadores

Sonhadores sonham acordados
Vivem a margem do mundo
Distraídos, com mil pensamentos por segundo
Envoltos em suas ideias, sem as amarras dos arautos 

Sonhadores não precisam de asas para voar
Podem ir para qualquer lugar
Cidades, florestas, sítios e fazendas
Sem precisar fazer nenhuma oferenda

Sonhadores se enxergam no espelho
Tiram da cartola vários coelhos
Fazem mágica no deserto
Fazem o longe virar perto

Sonhadores se encontram no amor
Amantes na vida e na dor
Idealistas e cheios de utopias
Sem as amarras das ideologias

Sonhadores são perigosos
Na visão de muitos são loucos, tenebrosos
Porque eles preferem a singularidade
Em detrimento da lógica da igualitariedade

Sonhadores sonham sem dormir
Suportando a dureza de existir
E juntos enfrentam o tédio do cotidiano
Se renovando em cada ideia e num novo engano

Klessyo Freire
(Sem data)



sábado, 8 de março de 2014

Sentido

Humano, demasiadamente humano
Que se engana no seu engano
Bicho humano que controla a natureza
Mas, não domina sua própria tristeza
Ser humano em sua total hiância
Que revela sua inconstância
Homem que procura sentido no não sentido
Para fazer borda no vazio de sua existência
Como um café moído
Tudo se esvai na sua completa complacência

Klessyo Freire

07/03/2014 
O texto que fiz e que deu o nome desse blog.

Momentos de loucura reflexiva


Existem momentos em que você quer sumir
Momentos em que simplesmente queremos deixar de existir
Será que seria bom jogar tudo para o alto?
 Bola pro mato que o jogo é de campeonato
As vezes é bom curtir uma mixomatose
Mas, ai vem Eros aplicado em pequenas doses
E o niilismo existencial se torna uma balela
O pacto de Fausto vira um conto de Cinderela
E nós aqui na terra continuamos vivendo astronauta
Melhor você voltar da lua que ela te mata
Levando o sim e o não de cada dia
E o fim e o começo se tornam pura ideologia
De algo que nunca foi e nunca será
Até o momento que chega o basta e nos dizem para
Klessyo Freire

12/11/2013